Auto-Tune – Abusos na Música Pop – 10 Exemplos

Será que um cantor como o Ikon ou a Beyoncé precisando de alguma assistência tecnológica para melhorar a forma como eles cantam? Vamos entender como a tecnologia dos grandes estúdios está sendo usada de forma abusiva pelos produtores norte-americanos.

O Auto-Tune é um software capaz de corrigir a afinação de um instrumento ou vocal, sendo usado para salvar uma mixagem onde o artista desafinou, ou mesmo um solo de violão que não está perfeitamente afinado. É uma ferramenta muito útil e vem sendo usada pelos estúdios de Los Angeles – CA em larga escala. Nesse ponto surgem os primeiros problemas…

A tecnologia ajuda e muito; o que seria de nós sem um maximizer, reverb, expander, compressor, e até mesmo um software corretor de pitch? Essas e outras ferramentas, aliadas a técnicas especificas produzem resultados muito expressivos. Agora, e se você começa a usar, ou abusar da tecnologia? Claro, as coisas podem ficar um pouco mais artificiais, não acha? Pois é exatamente isso que está acontecendo com certas produções que você ouve facilmente ao ligar o seu rádio FM.   

Confira a seguir 10 exemplos de abusos gritantes na afinação em músicas pop, todos utilizando o Auto-tune da forma mais agressiva e artificial possível:

Se você não conhece a ferramenta Auto-tune, e se estiver habituado a ouvir música pop, talvez não consiga perceber isso logo de primeira. Esse efeito, quando usando em overdose, causa um deslocamento de nota na voz do cartor(a). Porém esse efeito está tão difundido nas músicas atuais que talvez o seu ouvido já esteja afinado com o Auto-tune.

Aqui temos a listas das músicas do exemplo que você encontra acima que foram mais afetadas pela auto-afinação, assim você pode identificar melhor:

Dixie Chicks – The Long Way Around –  Perceptível em “parents” e “but I.”

T-Pain – I’m Sprung – Especialmente óbvio em “homies” e “lady.”

Avril Lavigne – Complicated – Ouça “way,” “when,” “driving,” “you’re.”

Uncle Kracker – Follow Me O vocal inteiro  está usando, mas principalmente na palavra “goodbye.”

Maroon 5 – She Will Be Loved – Escute “rain” e “smile.”

Natasha Bedingfield – Love Like This – “Apart” e “life.”

Sean Kingston – Beautiful girls – “OoooOver” não parece humano.

JoJo – Too Little Too Late –  “problem”.

Rascal Flatts – Life is a Highway

Todo o vocal foi tratado, até os fundos, mas “drive” em particular.

New Found Glory – Hit or Miss – “Thriller”, e toda vez que ele canta “I.”

O Efeito Cher

Quando o Auto-tune é usado sem escrúpulos, como vimos acima, produz o efeito chamado “O Efeito Cher”, nomeado e registrado pelo seu som na música Believe*. (Em essência, nós nomeamos o efeito como os cientistas nomeiam uma doença após a sua primeira vítima). O pior de tudo é que quanto uma pista é tratada com esse efeito, o som fica parecendo sintético, e obviamente processado.

Mas nem todo Auto-tune é tão danoso. No exemplo acima fica mais difícil ouvir a correção de afinação na Uncle Kracker e Avril do que em T-Paint e Bedingfield.

Tenha certeza de que você realmente precisa dele

Atualmente ainda encontramos algumas músicas usando esse efeito (parece que não vai passar essa moda), um deles é o hit da Britney Spears “Three” que usa o efeito moderadamente. Ouvindo com atenção, de Lady GaGa a Beyoncé encontramos o efeito acertando pequenos deslizes.

Como toda ferramenta de processamento, um pouco de cuidado pode render bons resultados. Aqui temos algumas coisas simples que devemos ter em mente ao utilizarmos ferramentas corretoras de afinação:

Performance: O mais importante é lembrar que o Auto-tune não é um atalho para uma performance perfeita. Se você não pode cantar direito, nenhuma quantidade de pós-processamento vai deixar o seu som do jeito que você deseja. Então, se você desafina e não quer corrigir isso usando um efeito, você precisa trabalhar a sua voz até cantar direito.

Menos é mais: Quanto menos notas você corrigir, menos óbvio vai ser que você usou algum tipo de afinador. Considere deixar o plugin no modo automático, para que ele atue somente quando foi mais necessário.

Modo gráfico: Se o seu software corretor de afinação oferece um modo gráfico, (como o Antares Auto-tune ou Melodyne), aprende como isso funciona. O modo padrão automático funciona para corrigir pequenos problemas, mas em alguns casos acaba causando algumas deformações perceptíveis no áudio.

Backing Vocals: Geralmente, você pode usar mais correção de afinação nos backing vocals do que no vocal principal (lead).

Fora de moda: Obviamente, o estilo Auto-tune está marcando uma época, e isso pode acabar. As verbalizações sintéticas que soam interessantes hoje podem não ser tão legais amanhã.  Da mesma forma, se você se empolgar e colocar reverbs nas suas baterias, sua mixagem vai se identificar com os anos 80. Lembre-se: Se você deixe o Auto-tuner muito aparente, então as pessoas vão dizer que a sua música usa “O Efeito Cher”. E olha que Believe foi sucesso no ano 2000, o que faz tempo…

Abraço!

Uma dica extra do Rodrigo: Saiba como eu montei o meu estúdio de gravação musical e consegui gravar as minhas mais de 40 músicas sem gastar fortunas com equipamentos e softwares caros.

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